O certificado energético é um elemento essencial para quem pretende vender ou arrendar um imóvel. Para além de ser um requisito legal, permite avaliar a eficiência energética da habitação, o seu nível de conforto e o seu potencial de valorização no mercado.

Este documento consiste numa certificação digital que analisa o desempenho energético de um imóvel e é emitido por técnicos qualificados e devidamente reconhecidos pela Agência para a Energia (ADENE), entidade responsável pelo Sistema de Certificação Energética dos Edifícios. Através do certificado energético, é possível conhecer a classe energética do imóvel, o desempenho dos seus principais componentes, como isolamento térmico, janelas, ventilação, sistemas de climatização e produção de águas quentes sanitárias, bem como recomendações de melhoria que visam reduzir os consumos de energia e aumentar o conforto interior. Em alguns casos, o certificado pode ainda indicar a possibilidade de acesso a benefícios fiscais ou a apoios ao financiamento.

A certificação energética assume, assim, um papel fundamental na promoção de casas mais eficientes, confortáveis e valorizadas, sendo o primeiro passo para uma utilização mais sustentável da energia.

O certificado energético é obrigatório tanto em edifícios novos como em imóveis usados sempre que são colocados no mercado para venda ou arrendamento. Esta obrigação aplica-se desde o momento em que o imóvel começa a ser promovido, quer pelo proprietário, quer por uma agência imobiliária.

Para obter o certificado energético, o proprietário deverá recorrer a um perito qualificado na sua área de residência. Existem plataformas oficiais onde é possível consultar profissionais acreditados e comparar preços. Para dar início ao processo, é habitualmente necessário apresentar documentação como as plantas do imóvel, a caderneta predial urbana, a certidão de registo predial e a ficha técnica da habitação ou outros documentos com informações técnicas relevantes.

Após a análise do imóvel, o perito procede aos cálculos necessários e submete os dados no Sistema Nacional de Certificação Energética, sendo possível ao proprietário consultar uma versão preliminar antes da emissão do certificado definitivo.